
19Boca: mais perto do nariz, lábio de baixo sob as almofadas
07/11, 07:56 a 08:15Este passo mudou o jeito de trabalhar. Nos olhos e no nariz, a maior parte do tempo foi gasta em voltas de "medir, ajustar, renderizar, descobrir que a medida não via o problema". Agora: primeiro olhar (variantes feitas à mão, lado a lado num único close, cerca de 1,5 minuto), depois medir só o que o olhar apontou, e ajustar por último.
A primeira olhada. Nos gatos, logo abaixo do nariz vem um filtro curto e a boca; as almofadas dos bigodes são volumes redondos dos dois lados, e a linha do lábio é curta e se esconde embaixo delas. A nossa tinha uma área lisa e comprida sob o nariz e uma linha de "sorriso" larga, bem embaixo. Os pontos do rosto dos 12 gatos deram os números (medidos a partir das narinas, para baixo):
| gatos (mediana) | 10% a 90% | nossa |
|---|
| centro do lábio de cima | 0,089 | 0,074 a 0,104 | cerca de 0,13 |
| cantos da boca | 0,120 | 0,092 a 0,133 | cerca de 0,16 |
| meia largura da boca | 0,114 | 0,109 a 0,128 | 0,14 |
Ou seja, a boca estava 0,04 baixa demais e 20% larga demais. Isso desfaz o ajuste pelas fotos do passo 9, que usava um "canto da boca" diferente do nosso (o cuidado já anotado ali).
Duas rodadas de variantes à mão. Na primeira, subir e estreitar a boca (mouth_y, mouth_w) acertou a direção, e o corte em fenda (mouth_slot) desenhou uma linha mais limpa. Duas variantes erraram por um engano nosso: pads_x já era 0,4 (almofadas perto do meio), e com 0,8 elas acabaram afastadas. O que a rodada mostrou de mais importante estava no perfil e no três-quartos: nos gatos, as almofadas fazem uma marquise sobre a boca. A linha do lábio fica na sombra embaixo delas, e o lábio de baixo recua antes de o queixo voltar um pouco para a frente. Daí veio uma peça nova: um corte que empurra o lábio de baixo para trás, sob as almofadas (lip_under, desligado por padrão). Na segunda rodada, ele largo demais fez uma "gaveta" atravessando a boca inteira; nos gatos, a sombra se concentra no meio.
Só então, a medida. O relevo visto de frente (o do passo 14, com grade de 0,01) diz o quanto cada ponto fica atrás da ponta do nariz. Aqui a mediana dos mapas serve, porque essas formas são largas e ficam quase no mesmo lugar em todos os gatos (ao contrário das narinas). Ela mostrou três coisas: abaixo da boca, os gatos recuam aos poucos (0,06 a 0,078 atrás da ponta) e o nosso ficava em 0,05; o queixo já estava certo (puxá-lo para trás, como nas variantes, errava por 0,03); e o corte da segunda rodada passava do ponto em 0,03. Uma ferramenta nova (tools/fit_mouth.py) ajusta o corte (profundidade, largura, altura) e o queixo a essa parte do relevo. No caminho, apareceu um erro de definição: com lip_under em 0, o corte ainda existia. Agora 0 é praticamente nada (0,0025).
Resultado: a linha do meio, 0,13 abaixo da ponta do nariz, ficou 0,072 atrás dela (gatos 0,070; antes 0,048), e o erro na janela da boca e do queixo caiu de 0,0067 para 0,0046 (o relevo do focinho inteiro, de 0,009 para 0,0083). Nos renders, a boca fica logo abaixo do nariz, com uma sombra no centro, sob o lábio de cima, e de perfil aparece um degrau curto sob o nariz no lugar da rampa comprida. params/sdf_head.json agora é a mouth_i. Ainda falta: no três-quartos, a linha do lábio é um sulco nítido que vai longe para o lado, enquanto nos gatos ela some sob as almofadas.
